quarta-feira, 18 de julho de 2012

Unidade de Saúde Familiar melhora qualidade do serviço de saúde!


No passado dia 2 do corrente mês de Julho, foi inaugurada a Unidade de Saúde Familiar (USF) “O Basto”, em Cabeceiras de Basto, substituindo os serviços de saúde até aí assegurados pelo Centro de Saúde e pelo serviço de atendimento permanente (SAP), no período das 8 às 20 horas, dos dias úteis.
No acto de inauguração, o Dr. China Pereira, médico, presidente da Assembleia Municipal e anterior responsável pela organização da USF, referiu e passamos a citar: “as Unidades de Saúde Familiar representam uma mais-valia na prestação de cuidados de saúde à população, sendo os utentes, praticamente, sempre vistos pelo seu médico de família, com as vantagens daí inerentes”.
Quem somos nós para negar tal evidência?!
Agora, porém, exigem-se explicações políticas.
Esta USF já deveria ter sido criada há cerca de dois anos. Então porque é que o não foi, quando o Dr. China era o coordenador da USF e o representante do ACES no Centro de Saúde?
Quem é que contribuiu, portanto, para que os utentes perdessem essa “mais-valia” e “as vantagens daí inerentes”?
Que interesses foram defendidos durante esse tempo?
Não foram, nas palavras do Dr. China, os interesses dos utentes, isto é os interesses do Cabeceirenses.
Os Cabeceirenses, pelo que foi afirmado, ficaram prejudicados.
Agora, espera-se que urgentemente esta USF se alargue às extensões do Arco de Baúlhe e de Cavez, para que os respectivos utentes beneficiem de idêntica “mais-valia” e das “vantagens daí inerentes”.
Regista-se, assim, que só com o actual Governo e com o Dr. Sá Nogueira, a coordenar a USF, foi possível colocar em funcionamento esta nova unidade, em benefício dos serviços de saúde e dos Cabeceirenses.
Cabeceiras de Basto, 17 de Julho de 2012
Gabinete de Comunicação da Secção do PSD

terça-feira, 17 de julho de 2012

Câmara desmente-se a si própria?!

Fruto das denúncias efetuadas pelos deputados municipais, na última Assembleia Municipal, quanto à situação financeira da autarquia, segundo o jornal "Ecos de Basto", o sr. Presidente da Câmara Municipal entendeu esclarecer todas as dúvidas.
De entre outras, o número de trabalhadores da Câmara e da Emunibasto.
Só que se havia dúvidas mais ficaram a restar.
Segundo o que vem a público, no jornal, há 229 trabalhadores na Câmara e 97 na Emunibasto.
Contudo, nas Contas Consolidadas de 2011, documento apresentado pela Câmara à Assembleia Municipal e que aí foi votado, constam, na pág. 10, 287 trabalhadores na Câmara e 123 na Emunibasto, isto é mais 84 no total.
Em que ficamos então?
Que esclarecimento é este?
Ou será que já nem sabem quantos trabalhadores têm sob a sua responsabilidade?
Ou será que houve despedimentos e ninguém foi avisado?
Agora sim, exigem-se explicações!

terça-feira, 3 de julho de 2012

Em balanço da Assembleia Municipal

Mário Leite, presidente da CPS, esteve hoje na Rádio Voz de Basto, para dar conta da acção política desenvolvida, nomeadamente quanto aos assuntos tratados na Assembleia Municipal, do dia 28 de Junho.

Oiça aqui:


segunda-feira, 2 de julho de 2012

DECLARAÇÃO DE VOTO - TOMADA DE POSIÇÃO


DECLARAÇÃO DE VOTO
TOMADA DE POSIÇÃO
Lei n.º 22/2012, de 30 de maio, que aprova o
regime jurídico da reorganização administrativa territorial autárquica

Considerando que:
Volta à discussão e deliberação desta Assembleia Municipal uma proposta, agora apresentada pelos Senhores Presidente de Junta, sobre a reorganização administrativa territorial autárquica, a Lei n.º 22/2012, de 30 de maio, sem que haja lugar a uma verdadeira e consistente análise dos normativos legais e das suas implicações para o nosso concelho.
O PSD por ocasião da análise das Grandes Opções do Plano para 2012 e os senhores Vereadores da coligação “Pela Nossa Terra”, no parágrafo 5.º da Declaração de Voto na sessão do Executivo Camarário, de 15 de Dezembro de 2012, referiram: “Mesmo que o objetivo seja o de manter as atuais estruturas autárquicas em todas as dezassete Freguesias do Concelho, o que não rejeitamos, já que não está em causa extinguir qualquer Freguesia, cabe ao executivo municipal promover a discussão, apresentar os estudos efetuados, dialogar com as populações e os diferentes agentes locais e promover a apresentação de uma proposta final sustentada.
Porém, nada disto foi feito e continua-se sem verdadeiramente se discutir e apresentar as consequências desta reforma. Não há estudos conhecidos, não há fundamentação para uma tomada de posição alicerçada.
Em consciência, nenhum de nós, membros desta Assembleia Municipal, conhece em toda a extensão as obrigações que tem neste processo e as consequências que daí reverterão, para o bem ou para o mal, do nosso concelho e dos Cabeceirenses.
O executivo veio a esta Assembleia propor a manutenção de todas as freguesias, antes da aprovação da presente Lei, mas agora refugia-se na posição dos Presidente de Junta, não assumindo as suas obrigações de apresentar estudos, de dialogar com as populações e com os diferentes agentes políticos, para esclarecer, debater e consensualizar posições.
De qualquer modo, verificamos que, no texto da proposta, subsistem dúvidas sobre a aplicação desta Lei, que desde a sua proposta original já teve diversas melhorias, de entre as quais se pode verificar nos pontos relativos a:
  • número de redução efectiva, tendo ou não em consideração a aplicação do ponto 1, do artigo 7º (1 — No exercício da respetiva pronúncia prevista no artigo 11.º da presente lei, a assembleia municipal goza de uma margem de flexibilidade que lhe permite, em casos devidamente fundamentados, propor uma redução do número de freguesias do respetivo município até 20 % inferior ao número global de freguesias a reduzir resultante da aplicação das percentagens previstas no n.º 1 do artigo 6.º), o que das 4 a 5 freguesias a agrupar, poderão ser apenas 3;
  •  caracterização ou redefinição de lugar Urbano, conforme consta do ponto 3, do artigo 5.º (3 — Em casos devidamente fundamentados, a assembleia municipal pode, no âmbito da respetiva pronúncia prevista no artigo 11.º da presente lei, considerar como não situadas nos lugares urbanos do município freguesias que como tal sejam consideradas nos termos dos números anteriores.);
  • confusão entre “orientações” e exigência legal quanto ao número mínimo de habitantes, como referido no artigo 8.º, isto é a Lei não impõe, antes requer que a Assembleia Municipal se pronuncie pela solução mais adequada a cada município, apontando uma orientação se facilitadora;
Realçamos desde já que a maioria desta Assembleia será totalmente responsável pela decisão que vier a ser tomada e consequentemente também pelos prejuízos que vierem a repercutir-se no concelho e para os Cabeceirenses.
Hoje está em fase de aplicação uma Lei, que vai ter de ser executada, por respeito ao Estado de Direito e em cumprimento de um compromisso assumido pelo Governo socialista de José Sócrates com a troika.
Assim os membros da Assembleia Municipal eleitos pela coligação “Pela Nossa Terra” abaixo assinados abstêm-se na votação da presente proposta porque:
a)      Não foi apresentado qualquer estudo sobre a aplicabilidade da Lei ao nosso concelho;
b)      A proposta confunde “orientação” com “obrigatoriedade” e nada na Lei implica que as freguesias a agrupar sejam aquelas que mais afastadas se encontram da sede do concelho;
c)       Os três argumentos apresentados, como fundamento da proposta, são todos aceitáveis e estão contemplados no texto da Lei, pelo que nenhum deles está posto em causa pela sua aplicabilidade;
d)      Apenas invocar “o prejuízo para as populações” sem o demonstrar é pura demagogia e até enfraquece a posição assumida;
e)      Só se pode defender a manutenção de todas as freguesias com base em argumentação sólida e legal, o que não acontece;
f)       E pelo assumir de uma posição que se opõe à aplicação da Lei sem qualquer fundamentação legal ou material.

Proposta de Empréstimo Quadro – Linha BEI


DECLARAÇÃO DE VOTO
Proposta de Empréstimo Quadro – Linha BEI

Considerando que as obras em causa podem ser importantes e algumas delas necessárias, mas temos fundadas dúvidas quanto ao agravamento da situação financeira da autarquia, com reflexos devastadores no futuro próximo;
Considerando que este novo empréstimo só vai ter reflexos dentro de três anos, período de carência de amortização de capital;
Considerando que esta proposta representa mais endividamento para o município;
Considerando que todas estas obras já constavam do Plano Plurianual de Investimentos da Câmara Municipal para 2011 e durante o qual a execução foi quase nula;
Considerando que não se conhece como a autarquia fará face à sua própria comparticipação;
Considerando que a Câmara Municipal tem já um valor substancial de dívida contraída junto dos bancos (9.337.397,72 €);
Considerando finalmente que objetivamente a Câmara Municipal assume mais um empréstimo de quase meio milhão de euros (487.555,92 €), o que se traduz num agravamento de cerca de 5% dos indicadores anteriores;
Considerando que a presente proposta já foi aprovada no executivo municipal com a abstenção dos vereadores da coligação “Pela Nossa Terra”;

Os membros da Assembleia Municipal da coligação “Pela Nossa Terra” abstêm-se.

É imperioso conhecer os detalhes do passivo


Ex.mo Senhor
Presidente da Assembleia Municipal

REQUERIMENTO

A Conta de Gerência da Câmara Municipal, respeitante ao ano de 2011, foi apresentada e votada na última reunião desta Assembleia Municipal, realizada no dia 30 de Abril.
Na ocasião tivemos a oportunidade de questionar o Sr. Presidente da Câmara Municipal sobre alguns dos dados constantes naquele documento.
No entanto, os esclarecimentos prestados foram superficiais e insuficientes.
Preocupou-nos e preocupa-nos, essencialmente, o assustador valor do passivo da Câmara, que, de acordo com os dados disponibilizados, e cita-se, O total do passivo aumentou 7,4 milhões de euros, ou seja mais 25% em relação a 2010, ascendendo a 37,1 milhões de euros” – fim de citação. E voltamos a citar, “Contribuíram para o aumento do valor do passivo, as dívidas de curto prazo e os acréscimos e diferimentos”.
Torna-se, pois, imperioso conhecer com detalhe esta situação.
Assim e nos termos regimentais, requeremos ao Sr. Presidente da Câmara Municipal, através de V. Ex.ª, Sr. Presidente da Assembleia Municipal, o fornecimento dos seguintes dados:
1-      Discriminação individualizada de todos os movimentos que contribuem para o apuramento do referido montante de 37,1 milhões de euros de passivo, nas rubricas de acréscimos e diferimentos;
2-      Informação sobre os motivos que originaram o acréscimo de 25%, no ano de 2011 em relação a 2010;
3-      Informação de que medidas estão a ser adotadas, pelo executivo, para controlar e fazer diminuir o valor do passivo.

Requerimento apresentado na reunião de 28 de Junho, na Assembleia Municipal

Atender às necessidades básicas


Ex.mo Senhor
Presidente da Assembleia Municipal
Ex.mo Senhor
Presidente da Câmara Municipal
Ex.mas e Ex.mos Senhores Deputados


Mede-se a qualidade de vida de uma comunidade pelo nível de satisfação das suas necessidades básicas.
De entre elas estão o abastecimento de energia elétrica e de água, a rede de saneamento, o sistema de recolha do lixo, a rede viária e a prestação dos serviços de saúde, de educação e de apoio social.
Felizmente e de há décadas a esta parte que o concelho viu assegurado o abastecimento de energia a todo o concelho. Seguiu-se o abastecimento de água, a rede viária e o sistema de recolha do lixo.
Já a rede de saneamento tem crescido moderadamente ao longo dos anos e constitui hoje uma das principais preocupações e anseios dos Cabeceirenses da maioria das freguesias e dos seus lugares.
O Estado central, em articulação com o poder municipal, tem assegurado os serviços de saúde, de educação e de apoio social.
Poder-se-á então dizer que Cabeceiras tem as suas necessidades básicas satisfeitas?
Claro que não!
Basta ver o estado das vias de comunicação, um infindável número de buracos, que nem os remendos sucessivos são capazes de esconder. As ruas nas vilas e as estradas que ligam às diferentes freguesias e aos seus lugares são hoje um local de perigos e de desconforto, com inevitáveis custos acrescidos para os seus utentes.
Basta ver a situação da recolha de lixo, que vai deixando, dias após dias, os munícipes com o lixo à sua guarda ou em contentores a transbordar.
Basta ver a forma como a rede de saneamento vai faltando, mesmo em novas zonas urbanas, limítrofes à vila de Refojos de Basto, e de como são tratadas as águas residuais, o que causa muitas preocupações ambientais.
E quanto ao abastecimento de água, mesmo para além da melhoria da rede, continuam-se a verificar muitas críticas.
Por isso, de entre outras, não podemos deixar de aqui referir a situação daqueles que pagam as suas taxas mas da rede de abastecimento não sai um pingo de água, durante parte do dia, nestes períodos de verão.
Esta situação é particularmente sentida por ocasião da presença, entre nós, de muitos conterrâneos que se encontram emigrados.
É neste quadro de referência que nesta Assembleia apelamos à Câmara Municipal para atender às necessidades básicas dos cabeceirenses e daqueles em particular que têm razões redobradas de queixa.
Os Cabeceirenses, todos eles, merecem ser tratados com respeito e dignidade.

Intervenção dos Deputados Municipais, na reunião do passado dia 28 de Junho, 
na Assembleia Municipal de Cabeceiras de Basto